segunda-feira, 17 de julho de 2017

HANDEBOL - Aprendendo sobre Handebol.


Origem do Handebol
O handebol é um esporte coletivo que foi criado pelo Professor alemão Karl Schelenz, no ano de 1919. Após ter as regras publicadas pela Federação Alemã de Ginástica, o esporte começou a ser praticado de forma competitiva em países como, por exemplo, Áustria, Suíça e Alemanha.
                                               Figura 1: Karl Schelenz, criador do Handebol!
Nesta fase inicial, as partidas de handebol eram realizadas em campos gramados parecidos com de futebol. Assim como no futebol de campo, cada equipe de handebol era composta por onze jogadores.
No ano de 1925, foi realizada a primeira partida internacional de handebol, entre as equipes da Alemanha e da Áustria. Os austríacos levaram a melhor, vencendo os alemães por 6 a 3.
Fatos importantes da história do handebol:
- Em 1934, o COI (Comitê Olímpico Internacional) inclui o handebol como esporte Olímpico.
- Nas Olimpíadas de Berlim (1936), seis países disputaram a medalha de ouro. Foi a estreia do esporte em Jogos Olímpicos. A Alemanha tornou-se campeã, após derrotar a Áustria por 10 a 6.
- Em 1938, foi disputado, na Alemanha, o primeiro campeonato mundial de handebol.
- Em 18 de julho de 1946, foi fundada a IHF (International Handball Federation), atualmente com sede na cidade de Basiléia (Suíça).
- No ano de 1966, os jogos de handebol em campo gramado foram descontinuados, passando o esporte ser realizado somente em salão.
- Após um período sem participação, o esporte volta a fazer parte das Olimpíadas nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976. Porém, com regras reformuladas e partidas disputadas em quadra.
- Atualmente o esporte é praticado em 183 países, envolvendo mais de um milhão de equipes e trinta milhões de profissionais (jogadores, treinadores e outros profissionais do esporte).
 Associações:
- Em nível internacional, as atividades de Handebol são organizadas e coordenadas pela IHF (Federação Internacional de Handebol) com sede na cidade de Basiléia (Suíça).
- No Brasil, o esporte é coordenado pela Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) com sede na cidade de Aracaju (Sergipe).
Campeonatos:
- O principal torneio internacional de Handebol é o Campeonato Mundial de Handebol (masculino e feminino). Ele é realizado em todos os anos ímpares e conta com a participação de seleções nacionais. O penúltimo mundial masculino aconteceu em janeiro de 2013 na Espanha. A seleção masculina espanhola foi a campeã, após derrotar a Dinamarca na final. Já o último campeonato feminino aconteceu, no mesmo ano, na Sérvia e teve como campeã a seleção do Brasil.
- O último Campeonato Mundial de Handebol (masculino) ocorreu entre 15 de janeiro e 1 de fevereiro de 2015, no Qatar. A França tornou-se campeã (5º título conquistado) e a seleção do Qatar ficou como vice-campeã.
- Já a próxima versão feminina do Campeonato Mundial de Handebol ocorreu entre 5 e 20 de dezembro de 2015, na Dinamarca.
 - Nas Olimpíadas de Londres 2012 o destaque ficou para a equipe feminina da Noruega que conquistou a medalha de ouro. Já no masculino, a medalha de ouro ficou para a equipe da França.
Curiosidade:
- Embora seja praticado por milhares de pessoas em nosso país, a equipe brasileira só conquistou seu primeiro mundial em 2013. Pelo Campeonato Mundial de Handebol Feminino.de 2013, 21.ª edição do evento organizado pela Federação Internacional de Handebol, disputado na Sérvia entre 6 e 22 de dezembro de 2013.
Brasil foi campeão, tornando-se a segunda nação não-europeia (após a Coréia do Sul) e primeira da América a conquistar o título na história do torneio. Além disso, a  Seleção Brasileira tornou-se a primeira equipe não-europeia desde 2003 a chegar a uma semifinal de Mundial.


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                                           Figura 2 quadra de handebol.

                                       figura 3: medidas quadra handebol.

Regras básicas do Handebol

A EQUIPE

Uma equipe consiste em até 14 jogadores. Não mais do que 7 jogadores podem estar presentes na quadra de jogo ao mesmo tempo. Os demais jogadores são suplentes. Um jogador que for identificado como goleiro pode se tornar jogador de quadra a qualquer momento. Similarmente, um jogador de quadra pode se tornar um goleiro a qualquer momento desde que esteja identificado como tal. Se uma equipe estiver jogando sem goleiro, um número máximo de 7 jogadores de quadra será permitido ao mesmo tempo na quadra de jogo. No início da partida, uma equipe deve ter pelo menos 5 jogadores em quadra. O número de jogadores da equipe pode ser aumentado em até 14 em qualquer momento durante a partida, incluindo o período extra. A partida pode continuar mesmo se uma equipe ficar reduzida a menos de 5 jogadores na quadra. Depende dos árbitros julgarem se e quando uma partida deveria ser definitivamente suspensa.

A IHF e as Confederações Continentais e Nacionais tem o direito de aplicar regulamentos derivados, em suas áreas de abrangência, relacionados ao número de jogadores. Contudo, não mais do que 16 jogadores serão permitidos.

SUBSTITUIÇÕES DE JOGADORES

Os jogadores suplentes podem entrar na quadra a qualquer momento e repetidamente, sem avisar o secretário/cronometrista, desde que os jogadores que eles vão substituir já tenham saído da quadra.

EQUIPAMENTOS

Todos os jogadores de quadra de uma equipe devem vestir uniformes idênticos. As combinações de cores e desenhos para as duas equipes devem ser claramente distinguíveis umas das outras. Todos os jogadores utilizados na posição de goleiro numa equipe devem vestir a mesma cor, uma cor que os diferenciem dos jogadores de quadra de ambas as equipes bem como do(s) goleiro(s) da equipe adversária.


A duração normal de uma partida para todas as equipes com jogadores de idade igual ou acima de 16 anos é de 2 tempos de 30 minutos. O intervalo de jogo é normalmente de 10 minutos. A duração normal da partida para equipes de adolescentes com idade entre 12 e 16 anos é de 2 x 25 minutos, e no grupo de idade entre 8 e 12 anos o tempo é de 2 x 20 minutos. Em ambos os casos, o intervalo de jogo é normalmente de 10 minutos.

NOTA: A IHF e as Confederações Continentais e Nacionais tem o direito de aplicar regulamentos derivados, em suas áreas de abrangência, relacionados com o intervalo de jogo. O tempo máximo de intervalo será de 15 minutos.

Uma prorrogação (tempo extra) será jogada após 5 minutos de intervalo, caso uma partida acabar empatada e tenha que ser determinado um vencedor. A prorrogação consiste em 2 períodos de 5 minutos, com um intervalo de 1 minuto. Se a partida continuar empatada depois do primeiro tempo extra, um segundo tempo extra será jogado, após um intervalo de 5 minutos. Este segundo tempo extra também tem dois períodos de 5 minutos com intervalo de 1 minuto.

Se a partida continuar empatada, o vencedor será determinado de acordo com o regulamento particular da competição. No caso em que a decisão for usar o tiro de 7 metros como desempate para conhecer o vencedor, os procedimentos indicados a seguir devem ser seguidos.

Se o tiro de 7 metros for usado como critério de desempate, os jogadores que não estão excluídos ou desqualificados ao final do tempo de jogo estão autorizados a participar das cobranças. Cada equipe nomeia 5 jogadores. Estes jogadores executam um arremesso cada, alternando com os jogadores da outra equipe. Não é necessário que as equipes pré- determinem a sequência dos seus jogadores. Os goleiros podem ser livremente 11 escolhidos e substituídos entre os jogadores aptos a participar. Os jogadores também podem participar no tiro de 7 metros como arremessadores e goleiros. Os árbitros decidem qual baliza será usada. Os árbitros fazem um sorteio e a equipe vencedora escolhe se deseja arremessar por primeiro ou por último.

SINAL DE TÉRMINO

O tempo de jogo começa com o apito do árbitro autorizando o tiro de saída inicial. O tempo de jogo acaba com o sinal de término automático do placar ou do cronometrista. Se nenhum sinal soar, o árbitro, o cronometrista ou o Delegado apitam para indicar que o tempo de jogo terminou.

COMENTÁRIO: Se um placar com sinal automático não estiver disponível, o cronometrista deverá usar um cronômetro de mesa ou manual e finalizar o jogo com o sinal de término.


Atualmente o jogo é realizado em uma quadra de 40 metros por 20 metros e o objetivo é colocar a bola dentro de um gol que mede 3 metros de largura por 2 metros de altura.

Árbitros– os dois árbitros atuam em conjunto nos lances de defesa e ataque de ambos os times. Eles agem em cooperação e suporte mútuo e observam, além do foco do jogo, todos os outros jogadores.


Área de gol– fica entre a linha de fundo e a linha de 6 metros. Somente o goleiro pode permanecer na área de gol. O atacante que penetra essa área é castigado com um tiro livre; se for propositadamente e não tiver a posse da bola, será dado lance livre. O jogador que invadir a área de gol, depois de ter lançado a bola, não estará sujeito a qualquer punição, desde que isso não resulte em prejuízo para a ação do adversário.



Arremesso de entrada– utilizado na lateral da quadra para reiniciar a partida depois de a bola ter saído pelas linhas laterais.

Arremesso de saída– arremesso feito da linha central, utilizado para reiniciar o jogo.


Bola ao chão– é marcada quando, mantida a bola dentro da quadra e fora das áreas de goleiro, ocorrer: falta simultânea de jogadores das duas equipes; interrupção do jogo por qualquer motivo ou razão que não se caracterize como infração às regras.


Cartão amarelo– serve para advertir qualquer atleta ou técnico. Aplicado em algumas faltas, por reclamações ou quando após uma infração o jogador não deixa a bola no lugar indicado, podendo variar com o critério de cada árbitro.


Cartão vermelho (ou desqualificação)– o jogador que receber o cartão vermelho deve retirar-se da quadra, não podendo nem permanecer no banco de reservas e nem voltar para a partida. O time permanece durante dois minutos com um jogador a menos e depois pode completar a equipe com outro jogador. O jogador que receber a quarta punição de dois minutos é automaticamente desqualificado.

Cronometrista– é quem controla o tempo da partida, também sentado à mesa de arbitragem. Possui um cronômetro que deve ser paralisado toda vez que os juízes ou os técnicos dos times assim solicitarem. Também é sua função cronometrar os lances de dois minutos, sendo ele o responsável pela volta do atleta ao jogo.

Dois minutos –punição que obriga o jogador a permanecer fora da partida durante dois minutos, depois dos quais pode retornar ao jogo com permissão da mesa de arbitragem. Durante este período o time fica com um jogador a menos. A punição é geralmente aplicada à faltas desnecessárias e substituições incorretas.


Escanteio –o lance de escanteio é ordenado desde que a bola tocada pela equipe defensora ultrapasse a linha de fundo (sem que o goleiro tenha tocado na bola). É executado no ponto de intersecção entre a linha de fundo e a linha lateral, do lado onde a bola saiu.


Exclusão – recurso extremo da arbitragem, utilizado apenas em casos de agressão física e verbal. O jogador que sofrer exclusão não pode voltar a quadra e nem se sentar no banco de reservas, e seu time permanece até o fim da partida com um jogador a menos.


Fundo central – um jogador central que atua no meio da quadra. Ele coordena o ataque e a defesa de sua equipe ou tenta penetrar na defesa do time adversário.
Gol – o gol só vale se a bola ultrapassar inteiramente a linha, por dentro da baliza.
Goleiro – é o único jogador que pode se deslocar para qualquer posição da quadra. O goleiro também é o único que pode parar ou rebater a bola com os pés (mas isso apenas na sua área, fora dela deve jogar como qualquer jogador de linha).


Lance de sete metros –ocorre após a execução de uma falta grave sobre o adversário. No momento da cobrança, os jogadores de defesa e ataque deverão permanecer atrás da linha de nove metros. O jogador que for cobrar deverá manter um pé fixo perante a linha de sete metros, não podendo invadi-la ou mover este pé.


Lance lateral –é ordenado quando a bola ultrapassa totalmente a linha lateral. Ao ser cobrado, o jogador deverá manter um pé sobre a linha e o outro fora da quadra. Caso isto seja desrespeitado, o árbitro poderá ordenar nova cobrança de lateral ou aplicar reversão, dando o direito da cobrança para a equipe adversária.


Lance livre –é ordenado nos casos de entrada ou saída irregular de um jogador; mau comportamento; faltas cometidas pelos jogadores na área de gol; lançamento intencional da bola para sua área de gol; faltas do goleiro; execução ou conduta irregular nos lances de lateral, escanteio, tiros de meta e de sete metros; e atitude antidesportiva.


Linha do gol –a bola precisa passar por essa linha para ser validado o gol.


Manejo da bola –é permitido lançar, bater, empurrar, socar, parar e pegar a bola, não importa de que maneira, com a ajuda de mãos, braços, cabeça, tronco, coxas e joelhos; segurar a bola durante o máximo de três segundos, mesmo ela estando no chão; e dar o máximo de três passos com a bola na mão. É proibido conduzir ou manejar a bola com os pés.


Pivô – jogador que atua em volta da linha de seis metros.


Tiro de meta – é ordenado quando a bola toca em um jogador da equipe que ataca ou no goleiro do time que defende e ultrapassa a linha de fundo. O tiro de meta é cobrado dentro da área do goleiro e só ele pode recolocar a bola em jogo.

TIME-OUT

Os árbitros decidem o início e a duração de uma interrupção (“time-out”). Um time-out é obrigatório quando:

a) Uma exclusão por 2 minutos ou uma desqualificação for aplicada;

b) Um tempo técnico for concedido;

c) Houver um sinal de apito do cronometrista ou do Delegado Técnico;

d) Consultas entre os árbitros forem necessárias.

Um time-out normalmente também será dado em outras ocasiões, dependendo das circunstâncias. As infrações ocorridas durante um time-out têm as mesmas consequências que as infrações ocorridas durante o tempo de jogo.


AO GOLEIRO É PERMITIDO:

Tocar a bola com qualquer parte do corpo, sempre que estiver numa tentativa de defesa, dentro de sua área de gol.

Mover-se com posse de bola dentro da área de gol, sem estar sujeito às restrições aplicadas aos jogadores de quadra. No entanto, o goleiro não tem permissão de atrasar a execução do tiro de meta.

Sair da área de gol sem a bola e participar da partida na área de jogo; ao fazê- lo, o goleiro se sujeitará às mesmas regras aplicadas aos jogadores na área de jogo. Considera-se que o goleiro está fora da área de gol tão logo qualquer parte de seu corpo toque o solo pelo lado de fora da linha da área de gol.

Sair da área de gol com a bola, e jogá-la de novo na área de jogo, se ele não tiver o completo controle da mesma.

AO GOLEIRO NÃO É PERMITIDO:

Colocar em perigo o adversário em qualquer tentativa defensiva.

Sair da área de gol com a bola controlada; isto implica um tiro livre, se os árbitros já haviam apitado para a execução do tiro de meta. Em outros casos, simplesmente se repete o tiro de meta. (Ver, no entanto, a interpretação da vantagem, quando o goleiro está para perder a bola fora da linha da área de gol depois de ter cruzado tal linha com a bola em suas mãos). Tocar a bola que está parada ou rolando no solo do lado de fora da área de gol, estando ele dentro da mesma.

Levar a bola para dentro da área de gol quando ela estiver parada ou rolando no solo do lado de fora da área de gol. Reentrar na área de gol vindo da área de jogo com posse de bola. Tocar a bola com o pé ou com a perna abaixo do joelho quando ela estiver movendo-se para fora em direção da área de jogo.

Se a bola estiver parada já será tiro de meta (fora de jogo).

Cruzar a linha de limitação do goleiro (linha de 4 metros), ou sua projeção em ambos os lados, antes que a bola tenha saído da mão do adversário que esteja executando um tiro de 7 metros.


A ÁREA DE GOL.

Somente o goleiro tem permissão de entrar na área de gol. A área de gol, que inclui a linha da área de gol, é considerada invadida quando um jogador de quadra a toca com qualquer parte de seu corpo. Quando um jogador de quadra entrar na área de gol deve-se tomar as seguintes decisões:

a) Tiro de meta, quando um jogador de quadra da equipe atacante entrar na área de gol com a bola ou entrar sem a bola, mas ganhar vantagem ao fazê-lo;

b) Tiro livre, quando um jogador de quadra da equipe defensora entrar na área de gol e ganhar vantagem, mas não impede uma clara chance de gol;

c) Tiro de 7 metros, quando um jogador de quadra da equipe defensora entrar na área de gol e com isso impede uma clara chance de gol. Para os propósitos desta regra, o conceito “entrar na área de gol” não significa somente tocar a linha da área de gol, mas sim, pisar claramente dentro dessa área.

Entrar na área de gol não será penalizado quando:

a) Um jogador entrar na área de gol depois de jogar a bola, desde que isto não crie uma desvantagem para os adversários;

b) Um jogador de uma das equipes entrar na área de gol sem a bola e não ganhar vantagem fazendo isto. Considera-se que a bola esteja “fora de jogo” quando o goleiro a controla dentro da área de gol. A bola deve ser colocada novamente em jogo através de um tiro de meta. A bola permanece em jogo enquanto ela está rolando no solo dentro da área de gol. Ela está em posse da equipe do goleiro e somente o goleiro pode tocá-la. O goleiro pode pegá-la, o que a trará para “fora de jogo” e então, colocá-la novamente em jogo.

NO MANEJO DA BOLA É PERMITIDO:

Lançar, agarrar, parar, empurrar ou golpear a bola usando as mãos (abertas ou fechadas), braços, cabeça, tronco, coxas e joelhos;

Segurar a bola durante, no máximo 3 segundos, também quando ela estiver em contato com o solo.

Dar no máximo 3 passos com a bola;

Se considera um passo quando:

a) Um jogador que estiver parado com ambos os pés em contato com o solo, levanta um pé e o apoia novamente ou move um pé de um lugar ao outro.

b) Um jogador estiver tocando o solo somente com um pé, agarra a bola e então toca o solo com o outro pé.

c) Um jogador que após um salto toca o solo somente com um pé e então salta novamente sobre o mesmo pé ou toca o solo com o outro pé.

d) Um jogador que após um salto toca o solo com ambos os pés simultaneamente e então levanta um pé e o apoia novamente ou move um pé de um lugar para outro.

FALTAS E CONDUTAS ANTIDESPORTIVAS. AÇÕES PERMITIDAS:

É permitido:

a) Usar uma mão aberta para tirar a bola da mão de outro jogador;

b) Usar os braços flexionados para fazer contato corporal com um adversário, e desta maneira controlá-lo e acompanhá-lo;

c) Usar o tronco para bloquear o adversário na luta pela posição.

COMENTÁRIO: Bloquear significa impedir um adversário de mover-se para um espaço vazio. Bloquear, manter o bloqueio e sair do bloqueio deve, a princípio, ser realizado de maneira passiva em relação ao adversário. Infrações que normalmente não implicam numa punição disciplinar.

Não é permitido:

a) Arrancar ou golpear a bola que está nas mãos do adversário;

b) Bloquear ou empurrar o adversário com braços, mãos ou pernas ou usar qualquer parte do corpo para deslocá-lo ou empurrá-lo para fora da posição; isto inclui o uso perigoso dos cotovelos, seja em uma posição de início ou em movimento;

c) Agarrar um adversário (no corpo ou pelo uniforme), mesmo se ele permanecer livre para continuar o jogo;

d) Correr ou saltar sobre um adversário.


http://www.brasilhandebol.com.br

https://handebolminuto.wordpress.com/2009/09/16/handeboll/

FUNDAMENTOS TÉCNICOS DO HANDEBOL E SUAS CARACTERÍSTICAS
Em qualquer modalidade desportiva, quando se fala em fundamentos técnicos nos referimos aos movimentos básicos da modalidade aos quais uma pessoa precisa se apropriar ou aprender para ter condições de jogar. Se observarmos, todas as modalidades possuem fundamentos técnicos sendo que, em algumas, o nome e a função de muitos fundamentos são comuns, mudando somente a forma de realizá-lo.
No HANDEBOL temos como fundamentos técnicos: o passe, a recepção, a empunhadura, o arremesso, a progressão, o drible e a finta.
Vamos agora entender o que é e como são utilizados cada um deles no handebol:
Passe: é a ação de enviar a bola ao companheiro de forma que ele consiga recebê-la para executar outra ação. Um bom passe pode colocar o companheiro em condições favoráveis de arremessar em direção ao gol adversário.
Recepção: é a ação de receber a bola, amortecer e reter a bola de forma adequada. A boa execução deste fundamento depende muito da forma como a bola foi passada, ou seja, da execução do passe.
                                               Figura 4: recepção no handebol.
Empunhadura: é a forma de segurar a bola do handebol com uma das mãos. Na empunhadura os cinco dedos da mão permanecem bem afastados entre si e a palma fica ligeiramente côncava.
Arremesso: é o fundamento sempre realizado em direção à meta adversária na tentativa de realizar o gol.
Progressão: São as formas utilizadas para poder se deslocar na quadra durante o jogo quando se está de posse da bola. Pode ser realizada, por exemplo, por meio do drible.
Drible: No handebol é o movimento de bater a bola contra o solo com uma das mãos estando o jogador parado ou em movimento. O drible permite ao jogador deslocar-se estando com a posse da bola.
                                                Figura 5: drible no handebol.
Fintas: São mudanças de direção realizadas pelo jogador atacante que, estando de posse de bola, procura evitar a ação do defensor.

                                         Figura 6 - arremesso no handebol.






POSIÇÕES DOS JOGADORES NO HANDEBOL

Ataque
No ataque, o time é dividido em: Pontas, Meias, Armador (conhecido também como Central), Pivô e Goleiro.

Armador

É a “locomotiva” do time no ataque. Este jogador está no centro do ataque e comanda o curso e o tempo do mesmo. Este é geralmente o mais experiente jogador do time, deve saber arremessar com força e ter um grande repertório de passes. Deve possuir grande visão de jogo para se adaptar as mudanças na defesa adversária. Força, concentração, tempo de jogo e passes certos são o que destacam um bom armador.

Meia

O “combustível” do time no ataque. Os meias geralmente possuem os mais fortes arremessos e são, geralmente, os mais altos jogadores do time. (No masculino variam de 180 cm a 210 cm e no feminino variam de 175 cm a 190 cm). Entretanto existem excepcionais jogadores que são menores que a média, mas possuem arremessos poderosos e técnica muito apurada. Estes são geralmente os jogadores mais perigosos durante o ataque, pois os arremessos costumam partir deles ou de outro jogador que tenha recebido um passe dele.

Ponta

Geralmente são eles que começam as jogadas de ataque. Os pontas são velozes e ágeis; e devem possuir a capacidade de arremessar em ângulos fechados. O destaque no arremesso não é a força, mas a habilidade e mira, podendo mudar o destino da bola apenas momentos antes de soltá-la em direção ao gol. Estes jogadores também são muito importantes nos contra-ataques, apoiados em sua velocidade e posicionamento.

                                              figura 7: arremesso no handebol.

Pivô

O “coringa” do time no ataque. Se posicionam entre as linhas de 6m e a de 9m. Seu objetivo é abrir espaço na defesa adversária para que seus companheiros possam arremessar de uma distância menor, ou se posicionar estrategicamente para que ele mesmo possa receber a bola e arremessar em direção ao gol. O pivô possui o maior repertório de arremessos do time, pois ele deve passar pelo goleiro e marcar o gol geralmente sem muita força, impulsão ou velocidade, e em jogadas geralmente rápidas.

Goleiro

Se o goleiro defender um arremesso ou conseguir um tiro livre, ele deve ter a habilidade e o raciocínio rápido para observar se algum jogador se encontra em uma posição de contra-ataque, fazendo assim o lançamento que deve ser rápido e certeiro. O goleiro não é apenas um jogador de defesa, mas um importante armador de contra-ataques.

Defesa

     Este desenho mostra as posições básicas da defesa.
Os jogadores na defesa precisam trabalhar em equipe. Comunicação é absolutamente vital. Onde está o pivô? Quem está marcando quem? Aonde está o foco do ataque? No nível de elite do Handebol, existem times que possuem jogadores especializados na defesa, que são fisicamente grandes, muito fortes, rápidos e com muita concentração. Esses jogadores ainda possuem a habilidade de detectar o foco do ataque e se adaptar as mudanças nas jogadas. Defensores situados no meio precisam ser muito fortes e altos para impedir os ataques dos meias e conter os pivôs.
O goleiro é vital na defesa. Um bom goleiro pode representar mais de 50% da performance de um time. Quando a defesa é penetrada, o goleiro é a última barreira ao atacante. Ele precisa ter um reflexo rápido, boa antecipação de onde o atacante pretende arremessar e habilidade de ajustar força, reflexos e total concentração (eliminado qualquer coisa que não seja referente ao jogo) foçando seu objetivo final, a defesa. O goleiro também deve se comunicar com seu time, (pois possui maior visão de jogo por estar fora dos lances de ataque) incentivando e alertando a defesa; e auxiliando e orientando seus companheiros no ataque.
FUNDAMENTOS TÁTICOS DO HANDEBOL

ATAQUE - FASES DO ATAQUE

A - CONTRA ATAQUE - é a passagem rápida da defesa para o ataque, com o envolvimento de um ou mais jogadores, para obter a marcação de um gol. É a ação de passar rapidamente da defesa para o ataque.
B - ORGANIZAÇÃO - após o contra-ataque frustrado (em função da defesa conseguir organizar-se), a equipe deverá passar a bola ou driblar (reter a bola) até a ocupação, pelos atacantes, de suas posições específicas predeterminada.
C - ATAQUE EM SISTEMA - cada atacante deverá colocar-se em sua posição específica com base na qualidade e característica individual, e de acordo com a proposta de jogo ofensivo que será aplicada no momento.
SISTEMAS DE ATAQUE
A forma como os jogadores se organizam na quadra podem variar de acordo com a tática da equipe, o principal sistema de ataque é o 5 X 1.

                              Este desenho mostra as posições básicas do ataque.

DEFESA - FASES DA DEFESA
A - RETORNO - após a equipe perder a posse da bola no ataque, os jogadores deverão retornar para a defesa o mais rápido possível, e pelo caminho mais curto (linha reta). A corrida deverá ser de frente até o centro da quadra, e de costas após ultrapassar o centro até a linha dos seis metros (para observar um possível lançamento do contra-ataque). Após perder a posse da bola, os atacantes não devem ficar se lamentando do erro e sim, retornar para evitar surpresa.


B - DEFESA TEMPORÁRIA - é o prolongamento da situação anterior. O defensor deverá, em razão do retorno ter sido em linha reta, às vezes atuar fora de sua posição ideal ou de maior rendimento, estabelecida no início do jogo.


C - ORGANIZAÇÃO DA DEFESA - os defensores que ao retornar estão atuando em defesa temporária, após todos estarem posicionados e, surgindo uma oportunidade, deverão retornar para sua posição ideal.

D - DEFESA EM SISTEMAS - aplicação da proposta de jogo estabelecido no momento, de acordo com o ataque adversário.


SISTEMA DE DEFESA

O sistema de defesa no handebol tem os objetos de: dar sentido de responsabilidade coletiva; possibilitar a ajuda a um companheiro (cobertura e ajuda recíproca); reduzir as possibilidades dos arremessos a gol; e, dificultar a movimentação dos adversários na linha de seis metros.

O sistema mais utilizado é o 6x0, onde se encontram seis jogadores defensivos posicionados na linha de 6 metros.

A defesa 5x1 também pe bastante utilizada; nela temos cinco jogadores que se posicionam na linha dos 6 metros e um jogador (bico ou pivô) se posiciona mais à frente que os outros;



                              Figura 8 sistemas táticos no handebol.

O GOLEIRO NO HANDEBOL

Ainda temos o Goleiro, que no handebol, é de primordial importância não só na defesa mais também no ataque, pois quase sempre é por ele que se inicia a jogada. 
O papel do goleiro de handebol dentro da equipe
O goleiro de handebol representa primeiramente a última barreira defensiva, tendo suas defesas importância fundamental no sucesso de sua equipe. De acordo com Barela (1998), nos últimos campeonatos mundiais, os arremates tiveram a seguinte estatística: 37% foram convertidos, 32% foram para fora e 31% foram defendidos pelo goleiro. Mesmo de forma superficial, esses números demonstram a grande participação dos goleiros dentro das partidas. Essas informações não trazem ainda outras ações praticadas pelos goleiros, que podemos destacar como: postura, colocação e saídas de gol; que certamente influenciam no desenvolvimento do jogo e no seu resultado.

Além do caráter defensivo, podemos atribuir ao goleiro outras funções relevantes, entre elas uma grande responsabilidade na orientação tática de sua equipe, pois o seu posicionamento em quadra lhe oferece visão privilegiada podendo de forma segura orientar seus companheiros tanto nas atitudes defensivas como também nas práticas ofensivas, sendo ele muitas vezes utilizado como capitão da equipe por apresentar grande liderança. Ainda podemos creditar ao goleiro grande importância nas ações ofensivas, considerado por muitos treinadores como o primeiro atacante, isto quando ele inicia os contra-ataques, dando ritmo inicial ao jogo. Podendo ser também o último atacante, quando sua equipe está inferiorizada numericamente ou marcada sob pressão, assim atuando fora da área, é um eficiente apoiador do seu ataque (BARELA, 1998).


                                       Figura 9: goleira handebol.








                                             Figura 10 – músculos utilizados handebol.

                                                    Figura 11 - alongamentos.



Site da Confederação Brasileira de Handebol, acessem o link abaixo:

http://www.brasilhandebol.com.br/index.asp


Site da Federação Internacional de Handebol, acessem o link:

http://www.ihf.info/

Vídeos aulas sobre Handebol pelo youtube, acessem e desenvolvam o aprendizado:

Regras do Handebol:

https://www.youtube.com/watch?v=GR6elWQ6qV8

Alongamentos e Passes no Handebol:

https://www.youtube.com/watch?v=i12Td9M5qQY

Tipos de Arremessos no Handebol

https://www.youtube.com/watch?v=k3exoeTkPfk




                                                         Professor Flávio Azevedo – 2017. @flavinhoazevedo

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